URGENTE: jovens acusados de m@t4r o cão orelha acabam de serem… Ver mais

A volta de dois adolescentes ao Brasil, após uma viagem aos Estados Unidos, reacendeu a atenção nacional para um caso que mobilizou moradores do litoral catarinense e ganhou repercussão em todo o país. Na noite desta quinta-feira (30), a chegada dos jovens foi acompanhada por uma operação discreta, porém estratégica, da Polícia Civil de Santa Catarina, no aeroporto. A ação marcou um novo capítulo da investigação que apura suspeitas de maus-tratos contra o cachorro comunitário conhecido como Orelha, um animal que fazia parte da rotina e do afeto de moradores da Praia Brava.
Os dois adolescentes desembarcaram após um período de lazer em parques temáticos, enquanto o inquérito avançava no Brasil. Assim que chegaram, foram abordados pelas autoridades, que cumpriram mandados de busca e apreensão de seus aparelhos celulares. A medida teve como objetivo preservar possíveis provas digitais relacionadas ao caso. A atuação no aeroporto buscou evitar qualquer interferência na coleta de informações e demonstrou a prioridade dada pelas forças de segurança a investigações envolvendo a proteção animal.
Após a apreensão, os celulares foram encaminhados à Polícia Científica, responsável pela análise técnica e extração de dados que possam contribuir para o esclarecimento dos fatos. Segundo a Polícia Civil, outros dispositivos eletrônicos ligados aos adolescentes já haviam sido recolhidos em uma operação anterior. Além disso, os jovens foram intimados a prestar depoimento nos próximos dias. As autoridades também solicitaram a emissão do laudo de exame veterinário de Orelha, documento essencial para confirmar as circunstâncias e a extensão dos danos sofridos pelo animal.
Orelha era um cachorro comunitário de aproximadamente dez anos, conhecido por frequentar a região da Praia Brava e conviver pacificamente com moradores e comerciantes locais. No início de janeiro, o animal foi encontrado em estado grave após um episódio envolvendo quatro adolescentes. Diante do quadro clínico irreversível, um médico-veterinário optou por um procedimento humanitário para evitar maior sofrimento. A história do cão, símbolo de convivência e cuidado coletivo, provocou comoção e levantou debates sobre responsabilidade e empatia.
As investigações avançaram também sobre a conduta de familiares dos adolescentes. De acordo com a polícia, os pais de dois dos jovens e um tio teriam adotado atitudes para influenciar testemunhas e dificultar o andamento do inquérito. Os três foram indiciados por essas ações, o que ampliou o alcance do caso para além dos fatos iniciais. A polícia reforça que todas as condutas estão sendo analisadas com base na legislação vigente, garantindo o direito de defesa e a transparência do processo.
O episódio trouxe à tona discussões mais amplas sobre a proteção de animais e a necessidade de conscientização, especialmente entre jovens, sobre as consequências legais e sociais de atos contra seres indefesos. Especialistas lembram que crimes de maus-tratos são previstos em lei e podem resultar em sanções severas. A mobilização popular, impulsionada pelas redes sociais, tem desempenhado papel importante ao cobrar respostas das autoridades e ao incentivar uma cultura de respeito e cuidado.
Enquanto o caso de Orelha segue em apuração, outro episódio envolvendo um animal doméstico chamou a atenção no Sul do país. Na cidade de Toledo, no Paraná, o cachorro Abacate perdeu a vida após um disparo de arma de fogo, e a polícia trabalha para identificar o responsável. Situações como essas reforçam a urgência de políticas públicas eficazes e da participação da sociedade na defesa dos animais, para que histórias como essas não se repitam.








