E agora Lula? Por essa o Luiz não esperava, ele acaba de receber duro comunicado

A nova pesquisa Quaest, divulgada nesta quarta-feira (20), mostra que o governo Lula (PT) apresentou sua melhor avaliação desde janeiro de 2025. A desaprovação caiu dois pontos e agora está em 51%, enquanto a aprovação subiu três pontos, alcançando 46%. O resultado reduz a diferença entre avaliação positiva e negativa, que chegou a 17 pontos em maio, e hoje se encontra no menor patamar do ano. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
O cenário indica um movimento consistente de recuperação da imagem do governo. Em julho, a desaprovação já havia recuado para 53% e a aprovação oscilado para cima, registrando 40%. Agora, esse movimento se repete, consolidando a tendência de alta na confiança dos brasileiros. O avanço, embora ainda tímido, reacende o debate político e econômico em torno da capacidade do presidente de reverter a perda de popularidade observada nos primeiros meses de 2025.
Especialistas apontam dois fatores centrais para a melhora da avaliação. O primeiro é econômico: a percepção da população de que a inflação dos alimentos deu uma trégua. Segundo a pesquisa, aumentou o número de brasileiros que acreditam que os preços caíram, reduzindo a pressão sobre o custo de vida das famílias. O segundo fator é político: a postura firme de Lula diante do tarifaço imposto por Donald Trump aos produtos brasileiros. Para muitos entrevistados, o presidente transmitiu uma imagem de liderança e defesa dos interesses nacionais em um momento de tensão diplomática.
A pesquisa mostra que 64% dos brasileiros acreditam que as tarifas impostas pelos Estados Unidos vão aumentar o preço dos alimentos no país. Ainda assim, 48% consideram que Lula e o PT estão agindo corretamente no enfrentamento do problema. A leitura positiva desse embate pode ter sido decisiva para reduzir a rejeição, principalmente entre os eleitores de baixa renda e da região Nordeste, onde a aprovação ao governo subiu sete pontos, chegando a 60%. No Sudeste, embora a desaprovação ainda supere a aprovação, a diferença caiu quase pela metade em relação a março.
Os recortes por gênero e faixa etária também revelam mudanças importantes. Entre os homens, a desaprovação caiu cinco pontos, enquanto a aprovação subiu na mesma proporção, reduzindo a diferença entre os dois indicadores para nove pontos — a menor desde janeiro. Entre as mulheres, há empate técnico: 49% desaprovam e 48% aprovam o governo. Já entre os idosos com 60 anos ou mais, a aprovação voltou a ser maioria: 55% contra 42% de rejeição. Esse crescimento de sete pontos em apenas um mês indica uma recuperação significativa junto a um dos grupos que haviam se afastado do presidente.
Regionalmente, o Nordeste segue como o principal reduto de apoio a Lula, mas o avanço em São Paulo também chama atenção. No maior colégio eleitoral do país, a aprovação subiu de 29% para 34%, enquanto a desaprovação caiu de 69% para 65%. Embora os números ainda mostrem um cenário desfavorável, a mudança é vista como sinal de que a estratégia de recuperação da imagem presidencial pode estar surtindo efeito também em áreas historicamente mais resistentes ao PT. No Sul, por outro lado, a desaprovação permanece elevada, com 61%, confirmando a região como a mais crítica ao governo.
Os resultados da pesquisa Quaest revelam um momento de virada para o Palácio do Planalto. Se em maio o cenário era de desgaste acelerado e rejeição crescente, agora os dados indicam que Lula conseguiu estancar a queda e começa a recuperar espaço junto à opinião pública. A combinação de alívio na inflação dos alimentos, reação firme no cenário internacional e melhora pontual em segmentos estratégicos da sociedade pode explicar o fôlego extra da gestão. Resta saber se esse movimento será consolidado nos próximos meses ou se trata apenas de um alívio momentâneo em meio às turbulências políticas e econômicas que seguem marcando o terceiro mandato do petista.
