BOMBA: Chega grande notícia sobre Bolsonaro, ele confirmou que poderá concorrer pra presidente

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou ao centro das discussões políticas ao afirmar, nesta quarta-feira (12), que continua se considerando candidato à Presidência da República em 2026. A declaração chama atenção, uma vez que Bolsonaro está inelegível até 2030 devido a condenações por abuso de poder político e uso indevido de meios de comunicação durante a campanha de 2022.
A fala ocorreu ao lado do presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, marcando a primeira aparição pública conjunta desde que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), revogou a proibição de contato entre os dois. A decisão permitiu que Costa Neto recuperasse sua liberdade de comunicação com Bolsonaro e outros aliados, além da devolução de bens apreendidos e a autorização para viagens internacionais.
Declaração desafia cenário jurídico
Mesmo diante das restrições legais, Bolsonaro manteve seu tom de liderança dentro da direita política, mencionando possíveis nomes que poderiam disputar a corrida presidencial. “Por enquanto, eu sou candidato. Os outros candidatos por aí… Gusttavo Lima, [Ronaldo] Caiado, [Romeu] Zema, eles têm seus partidos. Eu acho até que seria bom seus partidos lançarem seus candidatos”, afirmou o ex-presidente.
A menção a figuras como o cantor sertanejo Gusttavo Lima e os governadores Ronaldo Caiado (GO) e Romeu Zema (MG) reflete uma tentativa de mobilização do eleitorado conservador. Bolsonaro também sugeriu que, no segundo turno, as forças da direita poderiam se unir para enfrentar um adversário da esquerda, reforçando sua estratégia política de manter influência nas eleições de 2026, mesmo sem possibilidade formal de candidatura.
Condenações e inelegibilidade
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) condenou Bolsonaro à inelegibilidade em junho de 2023, após concluir que ele utilizou sua posição para atacar, sem provas, o sistema eleitoral brasileiro em uma reunião com embaixadores estrangeiros em julho de 2022. A corte considerou que o ex-presidente fez uso indevido dos meios de comunicação e cometeu abuso de poder político.
Mais tarde, uma nova condenação reforçou sua inelegibilidade, desta vez pelo uso político das comemorações do Bicentenário da Independência, em 7 de setembro de 2022. O evento, que deveria ter caráter institucional, foi interpretado como um ato de campanha eleitoral disfarçado, o que configurou abuso de poder econômico e político.
Reaproximação com Valdemar Costa Neto
O encontro entre Bolsonaro e Valdemar Costa Neto ocorre após um ano de restrições impostas pelo STF. A proibição de contato entre os dois foi determinada por Alexandre de Moraes no âmbito da Operação Tempus Veritatis, que investiga um suposto plano de tentativa de golpe de Estado após a derrota de Bolsonaro nas eleições de 2022.
No mês passado, a Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou Bolsonaro e outros 33 aliados no mesmo inquérito, mas Valdemar Costa Neto não foi incluído na lista. Diante disso, a defesa do presidente do PL solicitou a revogação das medidas cautelares, pedido aceito pelo STF.
Com a decisão, além de poder se encontrar com Bolsonaro e outros investigados, Valdemar Costa Neto também recuperou seu passaporte e o direito de sair do país. A revogação da medida abre espaço para uma rearticulação da base bolsonarista, que tenta se reorganizar para as eleições municipais deste ano e, futuramente, para a sucessão presidencial em 2026.
O futuro do bolsonarismo
Apesar das restrições jurídicas, Bolsonaro segue sendo a principal liderança da direita no Brasil e mantém forte influência sobre o eleitorado conservador. Sua estratégia atual parece se concentrar na mobilização da base política e na preparação de possíveis candidatos que possam dar continuidade ao seu legado.
Com o apoio de Valdemar Costa Neto e do PL, Bolsonaro busca fortalecer sua posição dentro do cenário político, mesmo que sua candidatura direta seja inviável. A direita, por sua vez, enfrenta o desafio de definir um nome viável para 2026, caso o ex-presidente não consiga reverter sua inelegibilidade.
A articulação política e os desdobramentos jurídicos dos próximos anos serão determinantes para o futuro do bolsonarismo. Enquanto isso, Bolsonaro segue apostando em seu discurso de mobilização popular e resistência ao que chama de perseguição política, mantendo sua base engajada e consolidando sua influência sobre os rumos da direita no país.
